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Ex-vice-presidente da Engevix entrega a Moro comprovantes de pagamentos no valor de R$ 1 milhão a empresas de Dirceu.
O petista teria recebido os valores durante e depois do julgamento do Mensalão.
Itaberaba em Foco Itaberaba - BA
Postada em 03/12/2017 ás 22h39
Ex-vice-presidente da Engevix entrega a Moro comprovantes de pagamentos no valor de R$ 1 milhão a empresas de Dirceu.

O ex-vice-presidente da Engevix Gerson Almada entregou ao juiz federal Sérgio Moro comprovantes de pagamentos no valor de R$ 1 milhão a empresas de comunicação, supostamente em benefício do ex-ministro José Dirceu.


Trata-se de contratos que a construtora firmou com a Entrelinhas e a gráfica VC, nome fantasia de Márcia Cristina Maffei – ME. Em suas confissões, o executivo afirmou ter ouvido de Milton Pascowitch sobre a existência de uma conta administrada em Madri na Espanha, em suposto benefício do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de José Dirceu, administrada pelo lobista. Ele apresentou comprovantes de pagamentos que alega serem a Dirceu, mas diz não ter provas sobre a conta espanhola.


Gerson Almada resolveu confessar supostos crimes nos autos da denúncia do Ministério Público Federal sobre propinas de R$ 2,4 milhões das empreiteiras Engevix e UTC para o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil – Governo Lula). O petista teria recebido os valores durante e depois do julgamento do Mensalão – ação penal em que foi condenado. Ajuizada em 2 de maio, a acusação da força-tarefa da Lava Jato ainda não foi recebida por Moro. Gerson Almada pediu para falar antes de o magistrado decidir se coloca ou não os investigados no banco dos réus.


Além do executivo e de Dirceu, são acusados Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão do ex-ministro; João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT; e Walmir Pinheiro Santana, ex-executivo da UTC. O empreiteiro, que compareceu espontaneamente à Polícia Federal no dia 4 de julho, admitiu que contratos no valor de R$ 900 mil entre a Engevix e a Entrelinhas Comunicação foram firmados “de forma simulada no intuito de justificar pagamentos sem causa lícita”.

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