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SAÚDE
Infecção respiratória aumenta 17 vezes o risco de infarto
Segundo o estudo no periódico científico Internal Medicine Journal, o risco de ter um ataque cardíaco aumenta em até 17 vezes depois de um quadro de infecção respiratória.
Itaberaba em Foco Itaberaba - BA
Postada em 15/05/2017 ás 22h59
Infecção respiratória aumenta 17 vezes o risco de infarto

Pneumonia, bronquite e até gripe podem ser gatilhos para complicações do coração. Segundo estudo publicado nesta segunda-feira no periódico científico Internal Medicine Journal, o risco de ter um ataque cardíaco aumenta em até 17 vezes depois de um quadro de infecção respiratória. Uma simples gripe pode aumentar essa suscetibilidade em 13,5 vezes.


Sintomas :  Pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, analisaram 578 pessoas que haviam sido hospitalizados por conta de um infarto. Os pacientes foram questionados se antes do problema tiveram sintomas de infecções respiratórias, como dor de garganta, tosse, febre, dor nos sinos, sintomas similares ao da gripe ou diagnóstico de bronquite ou pneumonia. Pacientes com infecções no trato respiratório, incluindo gripe, faringite, rinite e sinusite também foram observados.


Os resultados revelaram que 17% dos voluntários da pesquisa relataram sintomas de infecção respiratória dentro de sete dias antes do ataque cardíaco e 21% descreveram sintomas por volta de 31 dias antes. Segundo os cientistas, o risco de infarto foi 17 vezes maior em casos de infecção respiratória. Já infecções menos graves do trato respiratório superior, que afetam as vias aéreas, nariz e garganta, aumentou o risco em até 13,5 vezes.


O estudo revelou ainda que o aumento na probabilidade de infarto não acontece necessariamente no início dos sintomas da infecção respiratória, mas atinge picos nos primeiros sete dias e vai reduzindo gradualmente, ao longo de um mês. “A incidência de ataques cardíacos é mais alta durante o inverno na Austrália. Este pico de inverno, visto não só na Austrália, mas também em outros países, em parte está provavelmente associado ao aumento da incidência de infecções respiratórias nessa época.”, disse Thomas Buckley, pesquisador da Escola de Enfermagem de Sydney e coautor to estudo, ao site especializado Medical News Today.

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