Dilma e o Petrolão

Marcelo Odebrecht mostra documentos que revelam o Petrolão no qual ele dizia que Dilma sairia do Planalto algemada.

Marcelo estava certo de que executivos da Camargo Corrêa, da OAS e da UTC fariam acordos de colaboração que seriam fatais para Dilma e Lula.

27/08/2019 16h33
Por: Itaberaba em Foco
Fonte: O Antagonista

Novos e-mails entregues por Marcelo Odebrecht em sua delação premiada mostram que o executivo, em 2014, já admitia sua participação no petrolão e o envolvimento de toda a cúpula política.

De acordo com a matéria, o então presidente da Odebrecht reclamava constantemente do “autismo” de Dilma Rousseff, diante do avanço da Lava Jato. Num e-mail de 29 de dezembro de 2014, Marcelo escreveu a seus executivos que a postura de Dilma a condenaria à “morte/impeachment”. Era preciso, segundo ele, “fechar a caixa de Pandora” – em referência às contas na Suíça. “Se abrir lá fora e o procedimento de manter preso até falar continuar, não tem como este assunto não sair/continuar e não chegar nela.”

Marcelo estava certo de que executivos da Camargo Corrêa, da OAS e da UTC fariam acordos de colaboração que seriam fatais para Dilma e Lula. E chegou a ironizar: “Se OAS e UTC falarem, melhor ELA e o antecessor buscarem asilo em Cuba.” Na mesma mensagem, alertou seus executivos sobre a iminência de uma nova operação, que aconteceria em janeiro de 2015, para prender “umas 60 pessoas”.

Noutra troca de emails, já no início de fevereiro, Marcelo Odebrecht usa tom mais ‘catastrófico’, ao afirmar que Ricardo Pessoa (UTC) e César Mata Pires (OAS) estavam “realmente dispostos a entregar todos eles (Lula, Jaques Wagner, Dilma…)”.

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