Política Caso Lula

Procurador-geral da República afirma que supostas mensagens hackeadas não provam inocência de Lula

Alcides Martins se manifestou contra recurso da defesa, que pede liberdade e anulação de ações na Lava Jato.

21/09/2019 10h50 Atualizada há 12 meses
Por: Itaberaba em Foco
Procurador-geral da República afirma que supostas mensagens hackeadas não provam inocência de Lula

Mesmo que as mensagens hackeadas do celular do coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, fossem usadas, não haveria provas que “capazes” de provar a inocência do ex-presidente Lula, preso pela força-tarefa em abril de 2018.

O entendimento é do procurador-geral interino da República, Alcides Martins, que, em parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF), disse que as mensagens são prova ilícitas. O parecer foi entregue no âmbito de recurso da defesa do petista contra decisão do ministro Edson Fachin que rejeitou habeas corpus para libertá-lo e anular suas ações penais.

Com o pedido, a defesa queria o compartilhamento de provas dos celulares dos alvos da Operação Spoofing – que mira as invasões do Telegram de autoridades -. Notícias do site The intercept teriam mostrado que Lula foi alvo de uma conspiração.

 As mensagens trocadas no âmbito do Telegram forma obtidas por meios ilegais e criminosos, tratando-se de prova ilícita, não passível de uso no presente caso”, diz em parecer.

Também consta no documento que “tais mensagens não contém qualquer elemento apto a afastar as teses acusatórias (e as provas que a sustentam) subjacentes a cada um desses processos – o que ocorreria, por exemplo, se de uma delas se extraísse que a principal prova que sustentou o decreto condenatório foi forjada”. Informações são do Estado de S. Paulo.

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