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Repressão a protestos em Mianmar deixa ao menos 38 mortos, diz ONU

Milhares de pessoas voltaram às ruas para se manifestar contra o golpe militar no país e foram violentamente reprimidos pela polícia

03/03/2021 18h30
Por: Itaberaba em Foco Fonte: R7
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Pelo menos 38 pessoas foram mortas nesta quarta-feira (3) em Mianmar, em mais um dia de protestos contra a junta militar violentamente reprimidos pelas forças de segurança, de acordo com a enviada especial das Nações Unidas, Christine Schraner Burgener

"Hoje foi o dia mais sangrento desde que ocorreu o golpe", declarou Schraner Burgener em entrevista coletiva concedida para repassar a situação no país asiático desde que os militares tomaram o poder, no mês passado

As manifestações de rejeição ao golpe militar continuaram nesta quarta em todo o país, apesar da brutal repressão policial, que só no domingo já havia causado a morte de 20 manifestantes, a maioria deles baleados por agentes

Burgener indicou que já foram contabilizadas mais de 50 mortes em Mianmar desde o golpe de Estado, além de um alto número de feridos. A enviada da ONU lembrou que numerosos vídeos mostram supostos ataques de forças de segurança às equipes médicas, além do uso de metralhadoras contra manifestantes

Além disso, destacou que há, pelo menos, 1,2 mil detidos no país e que muitos dos respectivos familiares não têm quaisquer notícias dos presos

A diplomata, que concedeu entrevista por meio de videoconferência, nos últimos dias, revelou ter recebido diversas mensagens nos últimos dias de "pessoas muito desesperadas, a espera de ações da comunidade internacional"

"Como podemos assistir isso por mais tempo", indagou Burgener, que cobrou medidas mais contundentes contra o Exército de Mianmar. O Conselho de Segurança da ONU programou debate sobre a situação no país asiático para esta sexta-feira, em reunião virtual à portas fechadas

No mês passado, o órgão abordou o tema, mas não chegou a condenar o golpe, por oposição de Rússia e China, ambos países com poder de veto. Por causa disso, é pouco provável que sejam adotadas medidas contra os militares

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